Parágrafo "Animação Cultural"
O texto “Animação Cultural”, quando lido na contemporaneidade, dificilmente é interpretado fora da lógica da dependência humana das tecnologias digitais. A mesa, eu-lírico do texto, fala sobre a subordinação dos seres humanos que, antes, davam sentido aos objetos e, agora, têm seu sentido determinado pelos objetos: a posse e o status envolvidos no “possuir” e o uso compulsivo de um mesmo objeto. Seguindo, então, a lógica contemporânea supracitada, as lentes do mundo globalizado fazem-nos enxergar a interpretação de que o “objeto” a que nós humanos estamos submetidos e alienados é o celular, por exemplo. A necessidade de possuir um smartphone torna-se quase uma pressão social e existe um status, uma hierarquia entre as pessoas com base no “nível” dos seus celulares. Além disso, o uso adictivo do celular faz com que os indivíduos da sociedade contemporânea não tenham mais habilidades sociais fora do uso das redes e não consigam mais viver, ter interações sociais, realizar pagamentos, sem o celular em mãos. Desse modo, o smartphone é um objeto alienante e que pode ser um exemplo da subordinação humana citada no texto, nos tempos atuais. Mas é importante citar que o texto foi escrito antes mesmo da criação do smartphone, então, logicamente, não é a única interpretação possível e, muito menos, a "certa”. O texto promove reflexão sobre a sociedade materialista e objetificadora, independentemente da época à qual o contexto se refere.

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