Pesquisa: Obras Não-Objeto e Artistas Cinéticos

 Hélio Oiticica - Relevos Espaciais + Núcleos 

             Núcleos
             Relevos Espaciais

     Os trabalhos de Hélio Oiticica "Núcleos" e "Relevos Espaciais" se relacionam por o primeiro explorar a formação de uma imagem plana, enquanto o segundo explora as três dimensões, e cria noção de profundidade por meio das formas que se encaixam e se transpassam. 

     Ao andar em torno da obra, os seus desenhos vão mudando, novas imagens se formam ou outros ângulos são observados. Esse aspecto demonstra a interatividade entre observador e obra, que é essencial no conceito de não-objeto estudado.

     Além disso, o fato de os itens estarem pendurados aumenta a imersão dentro do ambiente proposto, uma vez que não há moldura nem pedestal que separe o "mundo" da obra em si. Isso é uma característica que pode ser antecessora dos "penetráveis", as obras em que se entra literalmente. Outro aspecto são as cores quentes, que remetem ao tema tropical revisitado na obra "Tropicália", um penetrável do próprio Oiticica.



Jean Tinguely



      Em várias de suas obras, Jean Tinguely, o "escultor de máquinas", utiliza de elementos industriais como rodas, engrenagens, estruturas de aço, para remeter a esse organismo robotizado, mecânico. 

     Essa robotização é intensificada pelo movimento da obra, uma vez que, parte da experiência é observar justamente que as peças giram, se movem a partir de um motor. Isso faz com que a obra nunca esteja igual, já que suas estruturas causam mudanças na forma como ela se apresenta ao observador. Jean foi, portanto, um marcante representante da "arte cinética", ou seja, da arte em movimento.

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